Uma Vitória Silenciosa
- walaguia
- 23 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de nov. de 2025
Pe, quinta-feira, eu acordei com uma pergunta atravessando meu peito:
“Vou deixar minha mãe largada no fundo da cama hospitalar?”
A resposta veio na hora: não.
Nem toda pessoa doente precisa viver deitada, esquecida, esperando o tempo passar.
A vida é luta, é movimento — e quem ama, luta junto.
Foram sete dias inteiros indo e voltando do pronto-socorro pra que ela pudesse tomar o antibiótico venoso.
Sete dias de chuva, vento e frio cortante.
Tive início de pneumonia, fiquei mal… mas não desisti.
Continuei.
E Deus, com Sua força sobrenatural, nos sustentou.
A infecção, que era forte, foi vencida.
Mais uma batalha ganha.
Hoje pensei: por que ela só sai de casa para o hospital?
Por que não pode sair para viver?
Então, decidi.
Em vez de maca, passeio.
Em vez de dor, um pouco de alegria.
Levei minha mãe ao shopping.
Entramos nas lojas, olhamos tudo sem pressa, tomamos um sorvetinho do McDonald’s — simples, mas foi como celebrar um renascimento.
Não fomos pra gastar, fomos pra viver.
Voltamos pra casa noitinha, cansados, mas com o coração leve.
E enquanto a colocava na cama, eu pensei:
“Hoje foi uma vitória. Pequena aos olhos do mundo, mas enorme pra mim.”
— Wal Águia Esteves
Voe alto. O sonho não tem limite.
© 2025 – Wal Águia Esteves. Todos os direitos reservados.
É difícil. Tudo vem pra desanimar.
Cuidar sozinho é desafiador, é solitário.
Mas Deus é maior.
Ele me dá força quando as minhas acabam.
E mesmo que muitos não entendam, mesmo que julguem, eu sigo sendo quem sempre fui:
persistente, corajoso, insistente, teimoso — e fiel ao que acredito.
Porque amar é isso: é não desistir, mesmo quando tudo empurra pra trás.
E hoje, entre o vento, o cansaço e o sorvete, eu entendi —
a vida ainda está acontecendo.
E nós estamos nela.
Por Wal Águia Esteves



Comentários